Fila para sacar o auxílio emergencial na Caixa Econômica, centro de Caxias (MA)
Fonte: Jotônio Vianna
É... acho que ninguém acreditaria ser verdadeiro o título desse texto, essa brincadeira é somente uma forma de expor como as desigualdades da nossa cidade são cúmplices das tragédias que assolam as famílias caxienses menos abastadas. Nosso Estado é uma verdadeira e insensível máquina de moer pobre, e eu não sou o primeiro a falar disso. Na foto acima, amplamente divulgada nas redes sociais, não encontramos nenhum herdeiro de família tradicional caxiense, nenhum vereador, prefeito, vice, deputado, promotor, juiz, lobista e demais categorias que compõe o universo do poder da nossa princesinha do sertão. Ninguém com um nome difícil de pronunciar, com dois ou mais diplomas e uma quatro por quatro só para rodar no interior. A cor nem se fala. Como toda multidão genuinamente brasileira, ela é morena, é preta, parda, indígena e um pouco branca -ou melhor, fogoió.
E, assim, Caxias vai tornando-se referência em aglomerações bancárias em contexto de pandemia. E já tem até quem comemore...Deus tenha misericórdia de nossa gente.

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