segunda-feira, 20 de abril de 2020

Há um mês o governador Flávio Dino assinava o decreto 35677, que daria início à quarentena no Maranhão.

Há um mês iniciávamos nossa jornada em águas desconhecidas e tempestuosas.Palavras como: pandemia, álcool em gel, máscara, água e sabão, covid-19, coronavírus invadiram violentamente nosso cotidiano e tomaram o futuro de assalto. O suspense dos finais das nossas novelas foram substituídos pelos  índices, números e conceitos oficiais  da pandemia no Brasil -  sem beijo na boca e casamentos (tem que manter o isolamento). Quem sempre olhou para o Estado com desconfiança, como todo bom brasileiro, nunca teve que confiar tanto. E, de fato, não temos mais a quem recorrer.Agora é esperar torcer, rezar e exigir que as pessoas que estão no comando da máquina saibam operá-la, alguns com medo, outros sem nem isso, pois, hoje, sentir  medo da morte é um direito no Brasil.

Enquanto morremos de saudade das festas juninas, sabemos que o que estamos vivendo ficará para a história, só ainda não sabemos como. A política mudará ? A economia mudará? As pessoas mudarão? A natureza já está mudando...Não há quem não se atreva a fazer uma aposta e o contrário também. Tem um ditado antigo que dizia : remédio bom é amargo. E  que assim seja. Só não quero acreditar que isso se tornará  mais um monumento da  soberba e estúpida ignorância humana que empilharemos nos livro de História e sobre o qual as próximas gerações só aprenderão se ensinarem nas escolas, sob o risco de reprovarem e não conseguirem uma vaga na universidade.

E ,claro, haverão aqueles que dirão que foi mentira, como fazem, por ignorância ou perversão, esses que foram para as ruas pedir intervenção militar, fechamento do STF e aplaudir o menestrel dos canalhas.






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